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Produtor de Santa Catarina bate recorde ao colher 156 sacas de soja por hectare

Produtor de Santa Catarina bate recorde ao colher 156 sacas de soja por hectare

Santa Catarina estabeleceu um novo patamar para a produtividade da soja na safra 2025/26. Lourival Ruthes, de Major Vieira, quebrou o recorde nacional ao alcançar 156,1 sacas por hectare no desafio de máxima produtividade promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb). Esse resultado não apenas supera o recorde anterior de 135,49 sacas, mas também representa um marco histórico: pela primeira vez em 18 edições do evento, a produtividade ultrapassou a barreira das 150 sacas por hectare.

Análise do Recorde de Produtividade: O Que Está Por Trás dos 156,1 Sacas por Hectare

O desempenho excepcional de Lourival Ruthes não é fruto do acaso, mas resultado de uma combinação estratégica de fatores. A área auditada no concurso foi de 2,56 hectares dentro dos 1.042 hectares semeados, garantindo a representatividade do dado. O clima favorável durante praticamente todo o ciclo, destacado pelo consultor Daicon Moreira, foi um dos pilares para o sucesso, mas não o único.

O investimento contínuo em manejos de proteção de plantas e do solo foi decisivo para manter a saúde da lavoura e maximizar o potencial produtivo. A inovação constante, ressaltada por Filipe Ruthes, filho do produtor, demonstra que a fazenda mantém uma visão de longo prazo, onde produtividade e tecnologia embarcada caminham juntas para alavancar resultados. Na prática, isso se traduz em uma vantagem competitiva sustentável para a propriedade.

O sinal para o produtor é claro: a busca pela máxima produtividade exige planejamento rigoroso, gestão de risco e investimentos consistentes em tecnologia e manejo agronômico.

Premiação e Estratégias de Produtividade no Desafio Cesb 2025/26

Além de Lourival Ruthes, outro destaque do desafio foi Luiz Fernando Benaglia de Oliveira, da fazenda Lago Bonito, em Mundo Novo (GO), que alcançou 138,97 sacas por hectare na categoria irrigado nacional. Com 234 hectares semeados e 2,51 auditados, o desempenho reforça que a irrigação e o manejo adequado são alavancas fundamentais para ganhos expressivos em produtividade.

Fabiano Araújo, representante do grupo Santa Vitória, enfatiza que, diante da pressão crescente sobre as margens, a única saída é investir em ganhos de produtividade. Com custos em alta e margens apertadas, a gestão eficiente e a inovação tecnológica são imperativos para a sustentabilidade financeira da operação.

O desafio Cesb 2025/26 mobilizou 5,3 mil inscrições, abrangendo 1.061 municípios e 18 estados, com 86% das áreas na categoria sequeiro. A iniciativa cobriu 4,8 milhões de hectares, equivalente a 10% da área nacional destinada à soja, consolidando-se como uma referência em inteligência de mercado e benchmarking para o setor.

Quem agir agora colherá os frutos; quem esperar, pagará o preço.

Planejamento e Manejo: A Base para Superar a Média Nacional de Produtividade

Luiz Gabriel Junior, agrônomo e consultor tricampeão do desafio Cesb, destaca que o planejamento é o pilar para alcançar produtividade acima da média nacional. A escolha criteriosa da cultivar, o manejo focado no conforto da soja e a antecipação ao cenário climático mais crítico são estratégias essenciais.

Além disso, práticas como fertilização adequada do solo, constituição de palhada, manejo com branquiárias e rotação de culturas formam a espinha dorsal para um início de plantio robusto e sustentável. Essas técnicas não apenas elevam o potencial produtivo, mas também fortalecem a resiliência da lavoura frente às variações climáticas e pressões de mercado.

A oportunidade aqui está em adotar uma gestão de risco integrada e tecnologia embarcada para garantir que a soja atinja seu máximo potencial produtivo, mesmo em ambientes desafiadores.

O desafio Cesb demonstra que a inovação e a gestão estratégica são caminhos comprovados para superar a média nacional e construir vantagem competitiva no agronegócio brasileiro.

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